11/02/2015

Energia que não é consumida pelo instituto de pesquisa é distribuída para a rede elétrica.

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Telhado fotovoltaico instalado na estrutura de um dos estacionamentos dos Institutos Lactec

Os Institutos Lactec são o maior gerador de energia solar no Paraná, segundo os dados do Banco de Informações de Geração (BIG) da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), de fevereiro de 2015. Com produção de 30 kW, liberada pela Aneel desde o início do ano, a energia é suficiente para alimentar laboratórios dos institutos e distribuir a energia remanescente para a Companhia Paranaense de Energia (Copel).

A disparada à frente de outros produtores independentes, como a Renault – que em segundo lugar é responsável por 19,60 kW – não foi intencional. A instalação fotovoltaica nasceu de um projeto de pesquisa e o desenvolvimento (P&D) que buscava implementar um sistema que coordenasse a geração e o armazenamento da energia, fosse capaz de determinar os melhores horários de consumo baseado nas tarifas diferenciadas de horário e fornecesse energia ao posto de carga desenvolvido para veículos elétricos. “Quisemos integrar conceitos de smart grid como gerenciamento pelo lado da demanda, geração distribuída e mobilidade elétrica e conseguimos atingir esse objetivo”, comenta o pesquisador Fabiano Ferronato. Ele e outros seis pesquisadores são responsáveis pelo sistema, que é parte do projeto ‘Programa Smart Grid’, da concessionária Light, do Rio de Janeiro.

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Equipamentos que compõem a instalação de geração de energia solar

Com investimento de R$ 4,9 milhões, o sistema envolve os equipamentos necessários para geração e distribuição da energia, eletrônica embarcada, interface web e um algoritmo de controle que toma decisões baseadas no menor custo de utilização. A instalação fica na cobertura de um dos estacionamentos dos Institutos Lactec, em que 132 painéis fotovoltaicossubstituem o telhado original. A luz captada pelos painéis é convertida em energia elétrica por meio de nove inversores de frequência e nove controladores de carga. Esses equipamentos permitem que a energia seja armazenada em um banco de 24 baterias com capacidade total de 63,36 kWh ou passe por uma transformação de corrente contínua em corrente alternada para que possa ser utiizada. “Não é a situação ideal para geração de energia solar, porque o telhado não está direcionado exatamente para o lado do sol, mas quisemos simular uma situação real de instalação para quaisquer localidades aproveitando a estrutura existente”, afirma Ferronato.vo”, comenta o pesquisador Fabiano Ferronato. Ele e outros seis pesquisadores são responsáveis pelo sistema, que é parte do projeto ‘Programa Smart Grid’, da concessionária Light, do Rio de Janeiro.

A energia consumida internamente pelos Institutos Lactec gira em torno de 28,7 kW, com picos de até 54 kW. Segundo informações do pesquisador, a única situação em que os painéis deixam de gerar energia ao longo do dia é quando o céu está densamente encoberto. “Quando a geração é quase nula, o sistema entende que não tem porque ficar ativado e desativa automaticamente, mas é uma situação atípica”, comenta. “É interessante nesse caso perceber que até mesmo Curitiba, um dos locais em que se registram os mais baixos índices solarimétricos do território brasileiro, possui potencial para geração solar maior que da Alemanha, que é um dos maiores geradores do mundo e recebe 40% menos radiação que a região Sul, por exemplo”, conclui ele.

No ranking dos microgeradores nacionais, do BIG da Aneel, os Institutos Lactec estão em 8º lugar. Se considerados todos os produtores do país, que atendem a resolução da Aneel para microgeração e minigeração distribuída aos sistemas de distribuição de energia elétrica, eles despontam em 14º.