06/04/2017

Em workshop realizado no Tecpar, Luiz Fernando Vianna mediou mesa-redonda sobre o financiamento de projetos de PD&I

Jorge Almeida Guimarães, Fernando Cosme Rizzo Assunção, Luiz Fernando Vianna, Victor Odorcyck e Antônio Márcio Buainain

Jorge Almeida Guimarães, Fernando Cosme Rizzo Assunção, Luiz Fernando Vianna, Victor Odorcyck e Antônio Márcio Buainain

O diretor presidente dos Institutos Lactec, Luiz Fernando Vianna, defendeu a utilização do modelo de gestão empresarial em instituições de pesquisa tecnológica, tanto privadas quanto públicas.

Em workshop realizado na quarta-feira (5) pelo Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e a Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica e Inovação (Abipti), da qual Vianna é vice-presidente para a Região Sul, o presidente dos Institutos Lactec mediou uma mesa-redonda sobre o financiamento de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I).

“Temos que ter departamentos comerciais e escritórios de projetos bem estruturados”, disse na fala de abertura, citando o exemplo dos Institutos Lactec.

Luiz Fernando Vianna foi mediador da mesa-redonda

Luiz Fernando Vianna foi mediador da mesa-redonda

Entre os convidados da mesa-redonda, Antônio Márcio Buainain, do Departamento de Economia Agrícola da Unicamp, questionou o modo como os investimentos em inovação têm sido feitos, uma vez que, segundo ele, em uma década houve crescimento de 35% no total de recursos disponíveis para PD&I. Para ele, falta uma melhor definição de temas e regiões prioritárias para se investir, além da estabilidade na disponibilização de recursos.

Victor Odorcyck, diretor de Inovação da Finep, falou sobre as diferentes modalidades de financiamento de projetos, de recursos reembolsáveis e não reembolsáveis, ressaltando que apenas 40% do investimento feito em ciência, tecnologia e inovação provém do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC), ao qual a Finep é subordinada.

Ele lembrou que os ministérios da Saúde, da Agricultura, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e da Defesa, além das secretarias e fundações de amparo à pesquisa estaduais, também tem recursos destinados à área.

Fernando Cosme Rizzo Assunção, diretor do Instituto Nacional de Tecnologia (INT), fez um contraponto ao discurso de Buainain, defendendo investimentos federais em órgãos como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e em programas como o Ciência Sem Fronteiras, alvos de questionamentos do colega de mesa.

Jorge Almeida Guimarães, diretor-presidente da Embrapii, fez uma apresentação da instituição que preside, destacando o processo de liberação de recursos e de seleção das unidades credenciadas. Qualificada como Organização Social, a Embrapii, da qual os Institutos Lactec é unidade credenciada, é financiada pelo MCTIC e pelo Ministério da Educação por meio de um contrato de gestão, e atua na liberação de recursos para projetos de instituições de pesquisa científica e tecnológica credenciadas, demandadas pelo setor empresarial.

O workshop ‘A atuação sustentável dos institutos de pesquisa face aos novos modelos de desenvolvimento tecnológico e inovação’ reuniu representantes do MCTIC e do governo paranaense, além da comunidade científica e tecnológica nacional, para avaliar a atuação dos institutos em um cenário caracterizado pela escassez de recursos, além de temas como novas formas de PD&I, parcerias estratégicas, startups, indústria 4.0 e inovação aberta, entre outros.

Entre os participantes do evento, estiveram o diretor do Departamento de Políticas e Programas de Apoio à Inovação do MCTIC, Jorge Mário Campagnolo; o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, João Carlos Gomes, e o presidente da Abipti e do Tecpar, Júlio C. Felix.