29/03/2018

Sistema desenvolvido em parceria entre pesquisadores do Lactec, Copel, UFPR e UTFPR cria ambiente virtual que simula procedimentos em subestação

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Um evento realizado no dia 8 no polo km3 da Copel apresentou resultados parciais de um projeto inovador desenvolvido com tecnologia de realidade virtual por pesquisadores do Lactec, Copel, UFPR e UTFPR. Com um ambiente virtual que reproduz em detalhes uma subestação de energia da Copel, o projeto permitirá o treinamento de técnicos para a manutenção de redes de transmissão com mais segurança e menor custo operacional.

Para isso, os pesquisadores utilizam equipamentos como Oculus Rift e HTC Vive, que dão ao usuário uma visão tridimensional do ambiente virtual que responde aos movimentos da cabeça em todos os eixos, além da experiência de interagir com objetos da cena.

“A grade vantagem da realidade virtual é poder realizar várias vezes um procedimento que no mundo real seria extremamente difícil e perigoso de simular”, explica o pesquisador Matheus Rosendo, da área de Geossoluções do Lactec. O sistema desenvolvido no projeto permite simular a troca de um isolador pedestal em uma subestação, procedimento que ocorre com pouca frequência. “O desafio era deixar o pessoal o mais preparado possível para realizar uma tarefa que não é corriqueira.”

O ambiente desenvolvido no projeto recria a subestação de Umuarama Sul em seus mínimos detalhes. Para isso, um aerolevantamento a laser foi realizado no local a fim de se obter uma nuvem de pontos com precisão de aproximadamente 15 centímetros. As peças que compõem a estrutura foram modeladas individualmente em forma, textura e até mesmo malhas de colisão para cálculos de física. A ideia é que o eletricista chegue à subestação e reconheça o ambiente como algo familiar.

Além do aspecto técnico, os pesquisadores se preocuparam em humanizar o ambiente, incluindo uma assistente virtual na cena que auxilia a pessoa que passa pelo treinamento. “Ela possui mais de 40 expressões faciais básicas que podem ser combinadas para produzir milhares de outras”, explica Yuri Gruber, também da área de Geossoluções do Lactec.

Com duração de 48 meses, o projeto começou a ser desenvolvido em 2015 dentro do programa de P&D da Aneel. Além de Matheus e Yuri, participam do desenvolvimento no Lactec os estagiários Emiliane Mayumi Ito, Jonathan Morris Samara, Bruno Soares de Souza, Yan Victor Murmel e Letícia Beraldi Mancia.